A História da

No século XVII, a Quinta da Carvalheira era o coração agrícola de uma pequena aldeia: a Carvalheira de Cima. Pertencia aos tetravós da Inês e dava trabalho a muitas famílias, com plantações que se estendiam pelos campos, um lagar onde se produzia azeite e uma adega onde se produzia vinho. Era terra de abundância, mas também de comunidade e entreajuda.
Com o tempo, a Quinta foi mudando. Na geração dos bisavós da Inês, o espaço transformou-se num lugar de cura, onde o Dr. Pimenta cuidava das pessoas da aldeia. A terra continuava a dar frutos, e as pessoas também vinham em busca de alívio das suas maleitas. A Quinta acolhia, cuidava e curava: do corpo e da alma.
Mas como tantas histórias rurais, esta também foi perdendo a sua vida. As gerações seguintes migraram para a cidade. A avó da Inês nasceu e cresceu em Soure, casou-se e mudou-se para Benfica do Ribatejo (Santarém), onde viveu e criou os seus filhos. A mãe da Inês acabou por estudar em Lisboa, onde decidiu ficar e desenvolver a sua vida profissional e familiar. Longe da aldeia, a Inês cresceu em Lisboa, distante da vida rural. O campo ficou em silêncio, guardando histórias, à espera de um novo ciclo.
Esse ciclo chegou em 2022. Num momento de mudança profunda, a Inês sentiu o apelo das suas raízes. A vida superficial da cidade, feita de pressa, stress, ruído e desconexão, deixou de fazer tanto sentido. Sentia falta da natureza, de um ambiente de pertença e entreajuda, de espaço para explorar o seu autoconhecimento e as suas raízes. Foi então que começou a sonhar com o que poderia ser um novo ciclo na Quinta da Carvalheira.
Mas o regresso não foi um gesto nostálgico, e sim um recomeço com visão. A Inês decidiu recuperar a Quinta seguindo os princípios de regeneração: da terra, das relações, do tempo. Começou a estudar e a praticar agricultura regenerativa, a revitalizar os laços com a aldeia, a criar pontes entre o passado e o presente.
Hoje, a Quinta da Carvalheira é um espaço vivo. Aqui realizam-se cursos, workshops e retiros, onde o som da natureza e a paisagem ajudam a escutar por dentro. Há atividades que reúnem habitantes locais, desde crianças e idosos até visitantes curiosos, partilhando saberes e criando comunidade. É também um espaço de coliving e de turismo regenerativo, que acolhe pessoas à procura de um modo de vida mais conectado, mais saudável e com propósito.
A Quinta da Carvalheira renasceu.
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Continua a ser terra de cultivo, mas agora com práticas mais sustentáveis e regenerativas. Continua a ser um espaço de cura, mas agora também para o espírito, para quem procura o equilíbrio interior.
Continua a ser, acima de tudo, um lugar de encontros: com a natureza, com os outros, e com a nossa própria essência.
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É um Centro de Aprendizagem e Regeneração baseado em três pilares:
- a regeneração interna;
- a regeneração da comunidade
- e a regeneração da natureza.
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